quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Se desse para...

...escolher qualquer lugar, para fazer as malas e viajar agora, o destino estaria definido: a minha vida. Do quilômetro zero até o mais atual. Colocaria pouca coisa na mala, e ficaria passeando, observando de fora tudo o que aconteceu, desde que eu nasci. Visitaria os pontos turísticos: cada sorriso, cada choro, cada festa de aniversário, cada surpresa... Entraria nos museus históricos dos seus momentos e pensaria, aliviada, que certos deles já passaram. Lembraria com nostalgia que outros já se foram. Confirmaria, mais uma vez, que a saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena. Acho que eu não ia querer levar ninguem; ia aproveitar pra ver de novo cada pessoa que passou pela minha vida. Se tivesse chance de dar dicas a mim mesma, falaria para aquela menininha loira, de cabelos lisos, não se preocupar tanto com as provas, e curtir mais os 9 anos. Falaria, também, pra ela se acalmar, pois ainda iria encontrar pessoas que fariam a palavra amizade ganhar mais sentido. Pediria pra ela nunca perder a sede de viver, sorrir e amar. Talvez com isso eu tivesse a chance de fazer tudo diferente. E eu gosto de constatar, com um sorriso, que a maioria absoluta das coisas eu faria exatamente da mesma forma. Ao retornar ao presente, eu vou pedir pra viajar de novo. Voltar aos 13. E tomara que eu constate que, outra vez, não mudaria quase nada.

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